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Roteiro de 5 a 7 dias em Tulum | O que fazer?

Eu acho difícil você nunca ter ouvido falar em Tulum, no México, mas se for o caso, chegou a hora de conhecer esse lugar. Um paraíso natural com um ar quase hippie e uma essência bem good vibes. Passamos 8 dias por lá em agosto e foi uma das viagens mais incríveis que fizemos.

Nesse post eu vou mostrar o roteiro dia-a-dia do que fizemos por lá para ajudar você a planejar o seu, caso o seu destino seja Tulum!

DIA 1 – Desembarcamos em Cancun às 3 horas da tarde (hora local), após uma escala de 1h40 no Panamá. Depois de passar na imigração e pegar as malas, pegamos um transfer que fechamos com antecedência com a Tio Nenê Tours até Tulum (2h de carro/van). Chegamos no nosso hotel por volta das 7h30 da noite.

Ficamos hospedados no Hotelito Azul, que está localizado na Zona Hoteleira, a melhor região para se hospedar em Tulum, na minha opinião. O Hotelito é um hotel incrível e segue à risca esse mood de Tulum, mesclando natureza, rusticidade e conforto. A vista do quarto era de tirar o fôlego. Uma delícia ver o nascer do sol da nossa varanda.

Como chegamos tarde, arrumamos as nossas coisas, tomamos banho e fomos jantar. A escolha foi o restaurante Coral, quase ao lado do hotel. Os restaurantes em Tulum não são baratos, inclusive comer por lá saiu mais caro do que imaginei. Além dos valores dos pratos, você ainda paga a taxa e a gorjeta. Em refeições como almoço ou jantar você gasta em média R$90,00 por refeição. Por fim, voltamos ao hotel e descansamos.

DIA 2 – No segundo dia, acordamos cedo para explorar a Zona Hoteleira de Tulum. Batemos perna por toda a avenida dos hotéis principais e conhecemos o Vien a la Luz, uma escultura artística que mostra uma mulher com o peito “aberto” (que é por onde as pessoas passam) e plantas dentro. Você com certeza vai querer garantir uma foto por lá.

Em seguida, continuamos na avenida até parar no Matcha Mama, um lugarzinho pequeno e rústico que vende chás, açaí, smoothies etc. É super famoso na região e no Instagram, já que muitos turistas param para beber algo e aproveitam para tirar fotos nos balanços. Mais à frente, encontramos a famosa placa “Follow That Dream” que faz sucesso nas fotos turísticas também. No caminho de volta, paramos no restaurante La Onda, ao lado do Matcha Mama, para almoçar. Pedimos duas pizzas para dividir.

Voltamos para o hotel e aproveitamos a piscina no rooftop, antes de irmos jantar. O restaurante escolhido para a última refeição do dia foi o Juanita Diavola, bem próximo ao nosso hotel. E muito gostoso, por sinal.

DIA 3 – O roteiro do nosso terceiro dia era conhecer Cozumel e fazer snorkel nos recifes por lá. Fechamos também com a Tio Nenê Tours. Saímos cedo, umas 8h, rumo a Playa Del Carmen (1h até lá) pegar a embarcação e ir para Cozumel. A embarcação sai em horários específicos e é possível adquirir os ingressos na hora, mas o ideal para um roteiro mais completo é fechar com alguma empresa.

Chegando em Cozumel (45 minutos de embarcação), fomos divididos em grupos menores para conhecermos os recifes em barcos menores. Fizemos duas paradas: no Recife Columbia (10 metros de profundidade) e no famoso El Cielo, dono de águas inacreditáveis de tão lindas. Usamos coletes salva vidas apenas no Columbia, por conta da profundidade, no El Cielo não usamos porque a área em que estávamos tinha 1,5m de profundidade. Vimos muitos peixes. Olhar embaixo d’água naqueles lugares era como descobrir um universo paralelo. Em El Cielo encontramos uma estrela do mar. Linda! Uma experiência única. Ainda mais conhecendo a segunda maior barreira de corais do mundo.

Depois do snorkel, fomos direto para o Beach Club de Playa Mia para comer, beber e aproveitar (open food e open bar o pacote que fechamos). É um ambiente bem familiar e gostoso. E cheio. Pela agência que fechamos, esse passeio (que dura o dia todo) custa em torno de US$189,00 (dólares) por pessoa. Atenção: proibido usar protetor solar e repelente antes de entrar nos recifes.

À noite, acabamos jantando no Posada Margherita, um restaurante/pousada bem tradicional que ficava exatamente ao lado do nosso hotel. Eles têm o mesmo cardápio há 20 anos! E tem a opção do restaurante (virado para a praia) e a opção da pizzaria (virada para a rua). Uma delícia e o cenário parecia de cinema.

DIA 4 – No quarto dia do nosso roteiro, fomos bater perna mais uma vez pela Zona Hoteleira. Dessa vez conhecemos o bar do hotel Coco Tulum (ao lado do nosso), bem conhecido na região por conta dos famosos balanços brancos virados para a praia. Fizemos fotos bem legais por lá. Como o calor estava muito forte, demos uma descansada depois e perto do meio dia optamos por almoçar no Fresco’s, um restaurante bem gostosinho e leve um pouco depois do nosso hotel. Pedimos ceviche e tacos, tudo muito gostoso e com um preço legal se comparado aos demais restaurantes da região.

Em seguida, batemos mais perna sem procurar por nenhum lugar específico e acabamos fazendo uma parada para tomar um sorvete que nem era tão bom assim, então nem merece ser mencionado. Por fim, voltamos ao hotel, subimos o drone para fazer algumas imagens e decidimos tomar um sol antes do fim de tarde.

Jantamos novamente na Posada Margherita, mas dessa vez dividimos duas pizzas em vez de optar pelo restaurante. As pizzas são maravilhosas!

DIA 5 – No dia seguinte, fizemos mais fotos e almoçamos novamente no Fresco’s que virou nosso queridinho. Aproveitamos esse dia para descansar da bateção de perna pra lá e pra cá e saímos apenas no fim da tarde para uma experiência gastronômica no restaurante Murmur, também na Zona Hoteleira. E quando eu digo experiência gastronômica, acreditem.

O restaurante existe há mais de 4 anos e apresenta uma releitura da cozinha mexicana mesclada com a cultura Yucatan. A cozinha é aberta e você vê tudo sendo preparado. Tem muitos mosquitos em Tulum e como o restaurante é todo aberto, eles queimam uma espécie de incenso (típico da cultura Yucatan) com um cheiro bem característico para espantá-los. Não vou me prolongar, pois fiz um post só sobre o Murmur no meu instagram e vocês podem ler com detalhes sobre os pratos, mas é tudo muito gostoso e diferente. Foi incrível.

DIA 6 – Seguindo o nosso roteiro, o dia 6 foi o dia de conhecer dois cenotes: o Calavera e o Cenote dos Ojos. Apesar do Cenote dos Ojos ser bem mais famoso, eu tive uma conexão especial com o Calavera (aquele que é um buraco com uma escada de madeira e um balanço de corda dentro).

Com certeza você já viu muitas fotos bem blogueirinhas pelo Instagram ou Pinterest nesse lugar. E é realmente impossível não querer uma foto dessas. Mas já aviso que se o interesse for uma foto bem lindona sem ninguém aparecendo é bom chegar cedo, porque ele pode não ser tão famoso quanto os outros, mas está ficando! É um pulando atrás do outro nesse buraco enorme. É uma queda de aproximadamente 3,5 metros. E a profundidade nessa área principal é de 4 metros, mas se você se afastar um pouco, a profundidade pode chegar a 19 metros em outros pontos. Pagamos 100 pesos mexicanos para entrar, em torno de R$25,00.

Chegamos no Cenote Calavera quase 10h e saímos de lá por volta das 12h30 direto para o Cenote dos Ojos, um dos mais famosos de Tulum. Ele tem mais de 67km de rotas subterrâneas e sua profundidade máxima chega a 120 metros em alguns pontos. Muito frequentado para mergulho e está localizado no Parque dos Ojos, que tem barquinhas de souvenires e restaurante (com ótimo preço, por sinal). Pagamos 190 pesos mexicanos para entrar, cerca de R$47,00, e compramos uma capinha à prova d’àgua para o telefone em uma lojinha por lá para fazer várias fotos e vídeos embaixo d’água. Lá é proibido usar protetor solar e repelente antes de entrar na água, assim como a maioria dos cenotes.

Saímos de lá, passamos no mercado e depois seguimos para o hotel para pegar nossas malas e trocar de acomodação. Fomos para a Casa Emily (disponível também no airbnb), que fica na área considerada como Sítio Arqueológico de Tulum. Já é um lugar mais isolado, com um restaurante/hotel de um lado (alguns passos de distância) e outra do lado oposto, também a alguns passos de distância.

A Casa Emily é perfeita para quem gosta do rústico com um certo conforto. É uma casa bem aconchegante, com porta direta para a praia e que promove uma experiência de muito contato com a natureza. Apesar da rusticidade, lá tem wifi, água quente e ar condicionado para que o convidado tenha uma boa estadia. Nesse dia, jantamos no restaurante/hotel ao lado, o “Mi Amor”. Pedi o risoto e o preço era bom, mas achei mal servido. Achei que poderia vir uma quantidade maior de comida, mas… a experiência é bem bacana já que o local é lindo e inclusive estava tocando Águas de Março. Achei o máximo.

DIA 7 – Nosso último dia de roteiro foi dedicado ao passeio mais caro e mais longe de Tulum (2h de distância). Fomos de van particular para Chichén Itzá, uma importante cidade arqueológica maia, conhecer a Pirâmide de Kukulcán (que significa Serpente Sagrada) e as ruínas de lá. Antes de chegar em Chichén, paramos para conhecer o incrível Cenote Suytun. Se você não sabe o que é, talvez você já tenha visto: é uma gruta, com uma passarela no meio da água e um feixe de luz do sol entrando de um buraco no alto. É quase poético de tão lindo. Ms a poesia acaba rapidinho se você não for cedo para garantir sua foto e curtir o silêncio desse lugar, porque são muitas excursões que chegam e lotam o local. Ao meio dia começam apresentações maias na passarela. Se você quer uma foto com o feixe de luz bem em cima da ponta da passarela, o ideal é por volta das 13h. Mas é bem disputado. A entrada custa 180 pesos, aproximadamente R$45,00.

Saímos de lá e seguimos rumo a Chichén. É um dos lugares mais turísticos que visitamos, então tem muita gente circulando. A entrada custa 406 pesos mexicanos, em torno de R$101,00. Tem uma infinidade de barquinhas vendendo souvenires, tais como ímã, globinhos, mini esculturas, copos, máscaras e muito mais. É tudo bem artesanal e lindo. Tem coisas caras, claro, mas dá pra tentar negociar com alguns vendedores.

Depois de conhecer e Pirâmide e a área das ruínas, saímos e fomos comer em um restaurante do complexo. Não era caro como achei que seria. E a comida bem gostosa. Após o almoço tardio, fomos para a van e seguimos de volta para a Casa Emily. À noite, jantamos no Casa María Mexican Grill, que fica no hotel Diamante K. Amamos esse restaurante e adotamos pra gente! No dia seguinte, inclusive, tomamos café da manhã lá e fomos para o aeroporto de Cancun pegar nosso voo e voltar ao Brasil.

Em resumo, Tulum foi uma das viagens mais incríveis que já fiz. Conhecemos muitos lugares e ainda assim não fizemos nem 1/3 de coisas que tem pra fazer por lá. Infelizmente não tivemos tempo para visitar a Casa Malca (antiga mansão do Pablo Escobar que, hoje, é um hotel de luxo) nem as ruínas de Tulum. Indico para quem conseguir encaixar no roteiro.

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